A linha K-Skin Mercadona põe duas propostas na prateleira: um sérum com PDRN e um creme em gel com cápsulas. Se está a tentar perceber qual levar, comece por uma pergunta simples: precisa de um hidratante ou quer acrescentar um passo à rotina que já tem?
A gama Deliplus inspira-se na cosmética sul-coreana. O lançamento em Portugal foi anunciado para 8 de outubro de 2026, com o Sérum Efeito Lifting a 7 € e o Capsule Gel Cream a 6,50 €, segundo a notícia de lançamento da NiT. São preços anunciados, sujeitos a alteração; a disponibilidade deve ser confirmada em cada loja.
Nota de transparência: não testámos estes produtos. Esta análise cruza a informação pública de lançamento com investigação sobre os ingredientes. Não tivemos acesso a uma lista INCI completa e verificável dos dois produtos, pelo que não avaliamos perfume, concentrações ou tolerância da fórmula final.
Escolher entre o sérum e o creme
A nossa escolha inicial seria o creme para quem procura um hidratante com esta apresentação em gel, desde que o rótulo seja compatível com as necessidades da pele. É uma escolha pelo lugar que ocupa na rotina, não uma conclusão de que seja mais eficaz.
O sérum faz mais sentido como experiência opcional para quem já tem um hidratante de que gosta e quer conhecer esta proposta com PDRN. A palavra “lifting” não é motivo suficiente para trocar uma rotina que funciona.
Comprar os dois custa 13,50 €, mas não é obrigatório usar a gama completa. E, se já tem produtos que deixam a pele confortável, não há uma necessidade nova só porque apareceu uma novidade.
O que distingue os dois produtos
| O que comparar | Sérum Efeito Lifting K-Skin | Capsule Gel Cream K-Skin |
|---|---|---|
| Preço anunciado em Portugal | 7 € | 6,50 € |
| Lugar na rotina | Passo de sérum, antes do hidratante | Passo de hidratação |
| Ingredientes destacados no lançamento | PDRN e colagénio | Niacinamida e colagénio |
| Apresentação descrita | Sérum com fios de colagénio em suspensão | Gel transparente com cápsulas que se desfazem ao espalhar |
| Aplicação | Seringa doseadora sem agulha | Espátula para retirar gel e cápsula |
| Motivo para considerar | Experimentar um sérum com PDRN | Procurar um hidratante com textura em gel |
| O que ainda não podemos avaliar | Acabamento, tolerância e resultados na pele | Conforto ao longo do dia, tolerância e desempenho sob maquilhagem |
As características dos produtos foram divulgadas na apresentação da gama reproduzida pelo Diário do Distrito. As indicações sobre o lugar na rotina e os motivos de escolha são a nossa leitura editorial.
A seringa doseia o sérum
A seringa é um aplicador sem agulha, destinado a controlar a quantidade de cosmético. Não é um produto injetável. O formato não demonstra maior penetração nem um resultado equivalente a um procedimento estético.
Segundo a informação de lançamento divulgada pela MAGG, o aplicador permite transportar até três doses. Isso descreve a sua capacidade; não significa aplicar três doses de cada vez. Para a quantidade e frequência de utilização, siga as instruções da embalagem.
A marca associa o sérum a hidratação, luminosidade e melhoria do aspeto da pele. São as promessas comunicadas para o produto. Sem um teste próprio ou acesso a resultados clínicos da fórmula K-Skin, não conseguimos confirmar a intensidade nem a duração desses efeitos.

O que o estudo de PDRN permite concluir
O PDRN é constituído por fragmentos de ADN estudados em cuidados e reparação da pele. A evidência de uma preparação não se transfere automaticamente para outra.
Um estudo publicado na PLOS One em julho de 2026 avaliou 31 mulheres chinesas, dos 35 aos 55 anos, durante 28 dias. Cada participante usou um creme de olhos com 0,1% de PDRN-850K de um lado e outro com 0,1% de retinol, na mesma base, do lado oposto.
A fórmula com PDRN apresentou melhorias superiores em vários parâmetros medidos, incluindo rugas perioculares. Mas a amostra era pequena, o período curto e a área estudada limitada. Os autores reconhecem que parte das alterações iniciais poderá refletir hidratação ou preenchimento temporário.
O estudo não testou o sérum Mercadona. Não temos confirmação de que este use o mesmo PDRN, concentração ou veículo. Também não permite concluir que qualquer PDRN supera qualquer retinol.
Para conhecer a investigação com mais detalhe, consulte o nosso guia sobre PDRN na cosmética.
A criadora de conteúdos M. Carmen Padilla Sequera comenta a gama neste Reel, em espanhol. A análise ajuda a contextualizar o lançamento; não substitui estudos sobre os produtos nem a leitura do rótulo.
Ver a análise de @mcarmenpadillaseq no Instagram
O papel da niacinamida e do colagénio
A niacinamida tem investigação própria
A niacinamida, uma forma de vitamina B3, tem evidência clínica em formulações tópicas. Num ensaio com 50 mulheres durante 12 semanas, uma fórmula com 5% de niacinamida melhorou parâmetros como manchas, linhas finas e elasticidade face à mesma base sem o ingrediente.
Isto torna o ingrediente interessante, mas não fornece um resultado garantido para o creme K-Skin: a sua percentagem de niacinamida não está confirmada nas fontes consultadas. A presença do nome na embalagem não permite prometer a eliminação de manchas.
O colagénio visível não comprova firmeza
Os fios e as cápsulas dão uma apresentação distinta à gama. Ver colagénio num cosmético, porém, não demonstra que ele vá repor o colagénio da pele ou produzir um efeito lifting.
Para sustentar essa promessa seriam necessários dados sobre a fórmula final e os resultados obtidos com a sua utilização. Sem esses dados, a presença do ingrediente não permite quantificar ganhos de firmeza.
O mesmo cuidado vale para as cápsulas: uma forma diferente de apresentar o creme não prova, por si só, maior eficácia. Para a leitora, o que interessa é se o produto se espalha bem, deixa a pele confortável e encaixa nos restantes cuidados — aspetos que ainda não testámos.
Como escolher para a sua pele
Pele normal ou mista que prefere gel
O creme é a opção a considerar primeiro se procura precisamente esse tipo de apresentação. Ainda assim, “gel” não garante acabamento mate, ausência de pegajosidade ou bom comportamento sob a base.
Se a sua pele tende a desenvolver borbulhas, também não assuma que uma textura visualmente leve é não comedogénica. Essa característica não ficou confirmada para este produto.
Pele seca e pele depois dos 45 ou 50 anos
A idade, por si só, não escolhe o cosmético. Aos 50 anos, uma pele pode continuar oleosa, tornar-se mais seca ou reagir a produtos que antes tolerava.
Se a pele repuxa, o primeiro critério deve ser o conforto que o hidratante consegue manter. A American Academy of Dermatology recomenda adaptar a textura ao tipo de pele e privilegiar fórmulas mais ricas quando existe secura.
Por isso, não substituiríamos um creme que já resolve esse desconforto pelo K-Skin apenas por causa das cápsulas. Sem experimentar a fórmula, não sabemos se será suficiente para uma pele muito seca. E acrescentar o sérum não garante que essa necessidade fique resolvida.
Pele sensível ou com reações frequentes
Aqui, a compra deve esperar pela leitura do rótulo. A comunicação da gama não substitui a confirmação dos ingredientes que a sua pele costuma tolerar.
Não podemos afirmar que os produtos sejam sem perfume, hipoalergénicos ou adequados a rosácea. Falta verificar a lista INCI de cada um. Mesmo depois de a consultar, as percentagens exatas dos ingredientes podem continuar desconhecidas.
Se já identificou ingredientes que lhe provocam reações, compare-os com a embalagem antes de comprar. Havendo uma doença de pele ou tratamento em curso, confirme a introdução de novos cuidados com o profissional que a acompanha.
Como integrar a K-Skin na rotina
Se decidir experimentar ambos, a sequência habitual é limpeza, sérum e hidratante; de manhã, termine os cuidados com proteção solar antes da maquilhagem. A ordem geral segue as orientações da American Academy of Dermatology.
Para o creme, a orientação de lançamento é retirar uma cápsula e uma pequena quantidade de gel com a espátula, misturando e espalhando suavemente no rosto. É apresentado para utilização de manhã e à noite. Confirme sempre as instruções da embalagem.
Comece por um produto de cada vez. Assim será mais fácil perceber o que acrescenta à rotina e identificar a origem de eventual desconforto. Se ocorrer irritação, suspenda a utilização.
Não há razão para abandonar de imediato outros cuidados bem tolerados. Também não é necessário acrescentar mais produtos para “potenciar” esta gama.

A compra mais sensata
Na linha K-Skin Mercadona, começaríamos pelo creme se faltasse um hidratante e a fórmula fosse adequada à pele. Deixaríamos o sérum para quem tem curiosidade pelo PDRN, uma rotina estável e expectativas realistas.
Se a principal preocupação é secura persistente, sensibilidade ou perda de firmeza, a embalagem não deve decidir a compra. Primeiro, confirme o que a pele precisa e o que o produto realmente oferece.
Para comparar esta novidade com outras propostas da cadeia, consulte o nosso guia de cremes Mercadona. O melhor motivo para levar um produto é conseguir explicar onde vai ser útil.
Perguntas frequentes
É preciso comprar o sérum e o creme?
Não. Escolha o passo que faz falta à sua rotina. Se o hidratante atual funciona bem, não precisa de o substituir para experimentar o sérum.
O creme K-Skin também tem PDRN?
A comunicação consultada destaca PDRN no sérum e niacinamida e colagénio no creme. Sem a lista INCI completa do creme, não confirmamos a presença nem a ausência de PDRN nessa fórmula.
A K-Skin é uma marca coreana?
É uma linha da Deliplus inspirada na cosmética sul-coreana. Essa inspiração não confirma que os produtos sejam fabricados na Coreia do Sul; a origem deve ser verificada na embalagem.
O sérum substitui um tratamento lifting?
Não deve ser comprado com essa expectativa. “Efeito Lifting” é a designação comercial de um cosmético e não demonstra equivalência a um procedimento estético.
É possível comprar K-Skin online em Portugal?
O lançamento consultado refere as lojas Mercadona. Não confirmámos um canal oficial de compra online para Portugal nem stock por loja. Verifique a disponibilidade antes de se deslocar.
